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A Arquitectura do Quotidiano: Público e Privado no Espaço Doméstico da Burguesia Portuense no Final do Século XIX

16,20 inc. VAT

Nelson Mota
ISBN: 9789729982156
edarq
Brochura, 270 pp, 16,5 x 23 cm
Portuguese
02/07/1905

In stock

“Prefácio a uma narrativa sobre a continuidade” Prefácio de Alexandre Alves Costa

Ao longo do século XIX a burguesia afirmou-se como grupo social dominante. Primeiro começou por emular os hábitos da aristocracia, mas ao longo do século foi ganhando uma consciência de classe que se revelou, por exemplo, no aparecimento da família como referência moral. Com a idealização da família surgiu também uma crescente atenção à definição das fronteiras entre o lugar onde ela está protegida e aquele onde se expõe. Por outras palavras, começou a definir-se a fronteira entre os domínios do privado e do público.

O espaço doméstico – por definição universo da intimidade familiar – constitui-se como um lugar onde a ansiedade por encontrar limites para esses dois domínios se manifesta de forma intensa. Daí, a possibilidade de o espaço doméstico assumir o papel de metonímia do mundo em que vivemos, consagra-o como um objeto de estudo privilegiado.

Com a arquitetura corrente da cidade do Porto como suporte, este estudo pretende contribuir para esclarecer se existe, como refere Walter Benjamin, um universo ilusório no qual a burguesia oitocentista construía o seu quotidiano separado da realidade, ou se já se percebia a permeabilidade do espaço doméstico à entrada do público, como reparou Beatriz Colomina nas casas dos primeiros Modernos.